As Editoras Portuguesas e o Romance
- Mónica de Oliveira, 12.º E
- 31 de mar. de 2023
- 2 min de leitura

Da mesma maneira que Portugal, aparentemente, incentiva a literatura portuguesa também restringe os autores nacionais, porque o retorno do eventual investimento pode não estar garantido.
O sistema de ensino português incentiva o gosto pelos livros tendo obras de leitura obrigatória de grandes personalidades locais desde Fernão Lopes e Luís de Camões até aos românticos Camilo Castelo Branco e Eça de Queirós. Com estes e outros escritores, damo-nos conta da habilidade que o povo português tem para as letras e as editoras do nosso país, tendo conhecimento dessa qualidade, são as primeiras a não apostar ou a roubar possíveis autores iniciantes, pedindo uma quantia exorbitante para a produção de um livro. A meu ver, Portugal está a apostar cada vez mais na literatura infantil, o que é bom para desenvolver o gosto pela leitura desde cedo, mas o Romance, sobretudo o Erótico, é inegavelmente o género mais popular hoje em dia, devido a lançamentos deste género que foram sucessos de vendas. Mas porquê? Para mim, isto acontece por o sexo ainda ser um grande tabu na nossa sociedade e por não existir nenhum autor português do género ou por este ainda não ter tido uma oportunidade. O grande exemplo que tenho de um escritor com estas duas características necessárias, é Afonso Noite-Luar, um homem cuja identidade é desconhecida, porque, como disse em entrevista, “(...) não quero que as pessoas saibam quem sou”. Agora, será apenas pela vontade de ser uma pessoa comum no meio do seu público ou por não querer ser lembrado como “o homem que escreve literatura erótica”?
Pessoalmente, acho que as editoras portuguesas devem arriscar mais em autores iniciantes e isto é um apelo para que isso aconteça.
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